“Na Janela do Vazio” não é apenas um álbum. É um lugar. Um estado. Um intervalo entre o que somos e o que ainda está por surgir”. Com essa definição, o cantor, compositor e instrumentista Carlito Mazzoni apresenta seu primeiro álbum autoral, já disponível nas principais plataformas digitais. A obra reúne dez faixas inéditas e marca uma virada significativa na trajetória do artista: da música instrumental à voz autoral própria.
Raízes e trajetória
A relação de Mazzoni com a música começou dentro de casa. Influenciado pela avó, a pianista erudita Joana Elias, ele iniciou os estudos de bateria aos 11 anos e, a partir dos anos 2000, consolidou-se como músico profissional na cena instrumental. Ao longo da carreira, dividiu palcos com nomes como Ângela Maria, Edgard Scandurra, Blubell e Pedro Alterio.
Em “Na Janela do Vazio”, Mazzoni assina as letras, composições, arranjos de cordas, piano, bateria, voz e até a arte da capa — uma entrega criativa total que revela um artista em plena expansão.
Um processo coletivo
O álbum foi gravado no Estúdio Gargolândia, em Alambari (SP), em um processo marcado pela troca e pela confiança entre artistas. A produção contou com Gabriel Alterio (curadoria e co-produção), Zelão Martins (mixagem e masterização), Igor Pimenta (baixo), Pedro Alterio (guitarras, voz e violão), Rafael Alterio (coros), Helôa Holanda (voz e coros), Léo Oliveira (parceria), Jeff Porto (fotografia da capa) e Julia Moraes (material de mídia).
“‘Na Janela do Vazio’ é uma obra coletiva — um diálogo entre artistas que, juntos, transformam o silêncio em música e o vazio em presença”, afirma Mazzoni.
O conceito
As dez faixas — Naya, I Got Lost, Dream Together, Sometimes You Born, Sometimes You Die, Inbox, Your Lies, Let Me Lie, Morcegagem, Nina e No Vazio — percorrem a fronteira entre ausência e presença, entre o que se diz e o que apenas se sente.
“Esse álbum fala sobre pausas, respiros e espaços não ditos. Sobre aquilo que se constrói entre as notas, e não apenas nas notas. Sobre o invisível que sustenta o som. É um convite à contemplação, à introspecção e à escuta sensível”, explica o artista. Acompanhe Carlito Mazzoni: @carlitomazzoni
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